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Advtecno.com, é desenvolvido e mantido por Thiago Graça Couto, advogado carioca associado a Covac Sociedade de Advogados e a American Bar Association, membro da  YLD/ABA, Young Lawyers DivisionLitigation Comittee, e Taxation Comittee, especialista em Processo Civil pela PUC-Rio e com extensão em Direito da Tecnologia da Informação pela FGV-Rio. Associado Fundador da Associação Brasileira de Jovens Advogados - ABJA e Instituto Brasileiro de Jovens Advogados - IBJA. Além daqui, também é possível me encontrar em:



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    Quarta-feira
    13Mai2009

    Considerações adicionais: Futuro do Jornalismo

    Abrindo um pequeno parênteses nas discussões jurídicas no Blog, volto a ponderar sobre o futuro do Jornalismo e sua relação com os novos meios digitais.

    Colaciono abaixo recente reportagem da Folha de São Paulo que me chamou a atenção. A reportagem em si, nada mais é do que a transcrição de emails trocados entre dois professores e jornalistas americanos, sobre o futuro do jornalismo profissional e sua relação com a internet.

    [scribd id=15360913 key=key-oz3vy1n24bmw40omp1i]

    Em primeiro lugar, é interessante notar, que o Paul tem 60 anos, e o Steven 40. Nesse tipo de discussão, é natural que um debatedor vinte anos mais velho tenha mais restrições com tecnologias recentes do que o mais novo, certamente muito mais ambientado e familiarizado com elas. Dito isso, como estamos em um período de transição, não só no jornalismo, mas em praticamente todos os campos e facetas da sociedade, esse tipo de discussão é natural e extremamente saudável.

    Ao meu entender, é inegável que a distribuição de conteúdo por meios digitais é muito mais eficiente, econômica e ecológica do que imprimir e despachar milhões de toneladas de papel diariamente. Não vou entrar no romantismo táctil da questão, mesmo porque isso é muito subjetivo. Eu mesmo nunca gostei de ler jornal em papel...além de sujo e volumoso, demanda uma certa habilidade manual que nunca tive.

    Afirmar que o bom jornalismo, e a própria democracia, está atrelado à existência de jornais em papel é inteiramente equivocado. Em nenhum momento da história da humindade, acontecimentos políticos, sociais ou naturais ganham tanto destaque e se disseminam com tanta rapidez do que nos dias atuais. A campanha presidencial americana de 2008 é um dos maiores exemplos disso. Será que o Obama teria vencido as eleições se a internet não existisse? Acho extremamente improvável...

    Ao invés do apego ao passado, receio do novo e romantismos irracionais, é necessária a reinvenção do jornalismo profissional. A migração dos jornais para meios digitais não é só uma questão de virtualização per se, mas de economia também. Como bem sabemos, em função de nossas impressoras domésticas, papel e, principalmente, tinta, são matérias primas caríssimas e representam grande parte dos gasto dos jornais atualmente. Isso sem contar os gastos com transporte diário da edições, que também são altíssimos. Acredito que vocês já tenham ouvido falar no Kindle, da Amazon. http://www.amazon.com/Kindle-DX-Amazons-Wireless-Generation/dp/B0015TCML0 http://www.amazon.com/The-New-York-Times/dp/B000GFK7L6

    O NYT, conforme noticiado em alguns podcasts de tecnologia que acompanho, está estudando a hipótese de subsidiar o aparelho para conquistar novas assinaturas do jornal. Achei esta idéia magnífica. Se isto for divulgado e difundido em larga escala, o jornal só tem a ganhar, já que reduziria drasticamente seus gastos com papel, tinta e transporte.

    Como diz o ditado em inglês, é preciso pensar outside the box para resolver estas questões.

    O caso da RIAA (associação de gravadoras americanas) e suas tentativas de garantir a subsistência do antiquado modelo de músicas em CD pode servir de paradigma para a indústria jornalística. Ao invés de adotar o MP3 há 10 anos, quando o Napster estava estourando, optou-se pela perseguição e nulificação dos meios de distribuição digital. Como se sabe, estas tentativas falharam e somente de alguns anos pra cá as gravadoras começaram a adotar a distribuição digital de forma mais eficiente....

    A digitalização de todo tipo de informação é inevitável, sejam fotografias, cartas, livros, músicas ou notícias, basta ver a história recente. Quanto antes a indústria do jornalismo profissional enfiar isso na cabeça, melhor pra toda sociedade...

    Segunda-feira
    11Mai2009

    The Future of Journalism: Communications, Technology, and the Internet

    Foi realizada na semana passada uma audiência realizada pelo Senado americano envolvendo a criação de um subcomitê chamado The Future of Journalism: Communications, Technology, and the Internet.

    Além do vídeo integral do evento, clicando no nome de cada palestrante é possível baixar a transcrição em PDF de cada exposição.

    http://commerce.senate.gov/public/index.cfm?FuseAction=Hearings.Hearing&Hearing_ID=7f8df1a5-5504-4f4c-ba34-ba3dc3955c6

    Destaco, especialmente, a exposição de Steve Coll, ex-editor do Washington Post e James Moroney, CEO do Dallas Morning News. Eles vão exatamente em cima da crise sem precedentes dos grandes jornais americanos, aproveitando a oportunidade para fazer um lobby no Senado em busca de algum tipo de respaldo legal que permita a sobrevivência dos grandes jornais que ainda não fecharam as portas.

    Por outro lado, uma vice-presidente do Google faz uma avaliação de como os produtos e serviços da empresa, especialmente o Google News, ao contrário do que muitos pensam, acabam contribuindo para o aumento do número de leitores e incremento de receita oriunda da publicidade dos jornais. Finalmente, destaco alguns trechos da palestra da co-fundadora do The Huffington Post, que se assemelha ao que penso, não só para o jornalismo, como para a indústria do cinema e da música, que se dizem tão afetadas pela Internet.

    Like any good news story, let me start with the headline: Journalism Will Not Only Survive, It Will Thrive. Despite all the current hand wringing about the dire state of the newspaper industry -- well-warranted hand wringing, I might add -- we are actually in the midst of a Golden Age for news consumers.

    Can anyone seriously argue that this isn't a magnificent time for readers who can surf the net, use search engines, and go to news aggregators to access the best stories from countless sources around the world -- stories that are up-to-the-minute, not rolled out once a day? Online news also allows users to immediately comment on stories, as well as interact and form communities with other commenters. Since good journalism plays an indispensable role in our democracy, we all have a vested interest in making sure that our journalistic institutions continue producing quality reporting and analysis. But it’s important to remember that the future of quality journalism is not dependent on the future of newspapers.

    But what won't work -- what can't work -- is to act like the last 15 years never happened, that we are still operating in the old content economy as opposed to the new link economy, and that the survival of the industry will be found by "protecting" content behind walled gardens.

    And the answer can't be content creators attacking Google and other news aggregators.

    No, the future is to be found elsewhere. It is a linked economy. It is search engines. It is online advertising. It is citizen journalism and foundation-supported investigative funds. That's where the future is. And if you can't find your way to that, then you can't find your way.